RECUPERAÇÃO FUNCIONAL

Numa altura em que o desporto outdoor tem vindo a ganhar terreno e cada vez mais adeptos, começa a ser cada vez mais raro encontrar corredores/ciclistas que nunca tenham sofrido com contraturas musculares, que não tenham sentido os músculos presos e cansados após exercícios intensos, ou aquela sensação de, por exemplo, ter os gémeos bloqueados ao fim de umas curtas dezenas de metros de subida. Pior: a sensação (que vira certeza) que se não se fizer nada tudo isso vai piorando com o tempo!

É precisamente sobre estes sintomas, que muitas vezes nos fazem desanimar e até parar de fazer aquilo que gostamos, que a libertação miofascial quer exercer.

Se calhar já todos nós ouvimos aqui e ali falar dos termos “fáscia”, “libertação miofascial”, “fazer rolo”, etc, mas provavelmente pouco sabemos sobre o assunto.

Por partes: miofascial é uma palavra composta por “mio”, que significa músculo, e “fascial”, de fáscia, ou tecido conectivo (para visualizarem melhor, a fáscia é aquela membrana branca que envolve qualquer pedaço de carne na montra do talho). É, pois, a teia de aranha 3D que mantém o nosso corpo unido. Entender a fáscia é crucial para percebermos o ténue equilibrio entre a estabilidade e o movimento do corpo.

Na realidade, este tecido está muitas vezes contraído, o que acaba por provocar tensões, cansaço, fadiga e, mais frequente do que desejamos, lesões que acabam por inibir a liberdade dos movimentos. Apesar de termos aumentado a carga e a intensidade dos treinos quer indoor quer outdoor, continuamos à demasiado tempo a fazer apenas os alongamentos básicos sem um trabalho mais localizade de massagem ou libertação. Os tecidos acabam por memorizar este estado contraído, dificultando o relaxamento. A libertação miofascial tem como objetivo eliminar os pequenos nós (pontos gatilho) que se desenvolvem na fáscia muscular. A repetição dos exercícios de libertação ajuda a eliminar a memória dos tecidos.

Para os atletas, os benefícios passam pela melhoria da amplitude dos movimentos, no alívio das dores e desconforto no pré e pós treino e ajuda ainda a prevenir também possíveis lesões. Na prática reflete-se em aumento da flexibilidade, mobilidade, performance, amplitude dos movimentos e regressão das contraturas.



Inês Marques
Fisioterapeuta e Instrutora de Fitness




Para passar da teoria à prática, convidamos os nosso atletas a virem experimentar a nova aula de RECUPERAÇÃO FUNCIONAL que vai passar a integrar o nosso mapa de aulas às SEGUNDAS às 19h15, já a partir do dia 3 de Abril.




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